O PAPEL DA LIDERANÇA CRISTÃ EM TEMPO DE PANDEMIA

Para onde olhar? O que fazer?

O papel do líder é de fundamental importância.

Devemos sempre estar ensinando os neófitos na fé a andarem com Jesus com suas próprias pernas. Sem liderança preparada e não consciente de sua responsabilidade, instala-se o caos. As pessoas se perdem. Ficam desamparados. Jesus observou:“Ao ver as multidões como ovelhas sem pastor” (Mt 9.36). Em poucas horas, o maior líder do mundo resolveu a situação.

Para onde olhar? A função do líder é dar direção. Espera-se que aquele que foi posto nessa posição tenha plena consciência do seu papel.

José do Egito: Líder para levar o seu povo para o lugar onde não tem estado.

Moisés, um líder: 40 anos aprendendo com o rei; 40 anos cuidando de ovelhas como refugiado e 40 anos levando o povo para a terra prometida.

No contexto da história que estamos vivendo, vê-se vindo da mídia um esforço, que chega a ser uma lavagem cerebral, que faz o grande público olhar somente para as desgraças da pandemia. Novelas de defuntos na madrugada para ganhar dinheiro. Acordem, cristãos!

É uma avalanche de notícias que está encharcada de choro pelas pessoas internadas nas UTIs, pelos mortos não velados, pelos doentes não cuidados. Enfim, o que se mostra é a total falta de esperança. Nada favorece para se ver saída. Qual, então, deve ser nosso papel como líderes cristãos? Se o povo não vê outro cenário, cabe a nós mostrá-lo e tirá-lo de onde estão para levá-lo onde nunca estiveram. O esforço que devemos fazer é o de fazê-los não olhar somente para o caos. Isso não deve nos fazer ser descuidados e negligentes quanto às instruções das autoridades médicas.

Certa feita, o Prof. Dr. Sérgio Monello, contencioso dos salesianos, levou-me ao Congresso Nacional dos Religiosos, com 85 freiras e 15 padres. Eu estava lá para dar a receita de bolo, como calcular o valor da hora/aula dos professores, acordo coletivo, artigos 317/324 da CLT, e vender meus livros. O Prof. Sérgio Monello, como grande amigo, me apresentou aos 100 religiosos, diretores de faculdades e colégios. Ao concluir, disse: “Ele tem um trabalho social e é calvinista”.

Minhas coleguinhas cristãs olharam-me com a maior espanto (devem ter lembrado do Dia de São Bartolomeu, em Paris, no ano de 1572, e devem ter imaginado que eu fosse um “Matusalém” que sobrou do massacre de calvinistas ocorrido naquele dia). Eu só disse: Primeiro, Jesus, e, depois, Calvino. (Tenho o maior amor pela nossa querida IPIB).

Encerrando minha fala, disse às freiras e aos padres: “Na Nova Jerusalém, não haverá católicos romanos, pentecostais, presbiterianos, batistas, etc. Lá estarão somente “os lavados e redimidos pelo sangue do Cordeiro”. Eles aplaudiram a Jesus em pé e não a mim. Sai daquele local glorificando a Deus. No mesmo instante, Deus falou comigo, o “cabeça dura”: Terás muitas surpresas na Nova Jerusalém.

Estava em Campos do Jordão, Vila Dom Bosco, ministrando um curso. Um padre jovem, que havia concluído o seminário em Jerusalém, abraçou-me e disse: “Os calvinistas têm ensinado a muitos; meu professor de exegese em Jerusalém era calvinista”. Sempre digo a eles: “Em primeiro lugar, Jesus Cristo”.

O líder tem que indicar Jesus para o seu povo. Jesus é a nossa Rocha. O único que dá segurança. Olhar para a pandemia gera desespero, desconforto, falta de segurança. O líder deve levar o rebanho a pastos verdejantes e a águas tranquilas, à semelhança do bom pastor que o Senhor Jesus é.

Outra postura do líder é ensinar que a igreja somos nós. Somos templos do Espírito Santo, que habita em nós, proveniente de Deus. Não somos de nós mesmos. Temos que fazer nosso trabalho social sem perder a nossa identidade de Igreja Cristã. Não sou salvo pelas boas obras. Sou salvo por Jesus para as boas obras. Não tenho a intenção de anular a maior dádiva de minha vida: Jesus Cristo.

“Fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.19,20. Isso significa que, mais do que nunca, devemos fazer diferença na nossa vida diária, independentemente de reuniões presenciais. Devemos ser, por onde passarmos, luz e sal do mundo. Em casa, com a família, na vizinhança, com os amigos, com os colegas de trabalho e na universidade, nas redes sociais. Temos que desmistificar que a igreja só existe nos templos.

O que dizer da grande oportunidade de lançarmos mão das mídias que aí estão? Facebook, Skype, Zoom, redes sociais e outras formas de realização de encontros virtuais. São maneiras de a igreja marcar, no nosso tempo, a sua presença para alcançar muitos que não têm o conhecimento da graça salvadora de Jesus, o Filho de Deus!

Líderes, peçam discernimento a Deus! Nunca coloquem time de futebol, ser religioso e não cristão, partidos políticos ou políticos no lugar de Deus. Atualmente, existe muito sensacionalismo e radicalismo. Isso não é bom.

O líder não é servido; é o que serve. Aos 70 anos, fui pedir perdão a minha filha por um corretivo que não devia ter dado. Ela estava com cerca de 20 anos.

Precisamos conhecer mais a Jesus e ler meditando na sua palavra, “as Escrituras Sagradas”. Falamos aos ébrios e adictos: “B.O – Bíblia e Oração são um santo remédio”.

Vamos levantar um clamor em oração (orar + ação), pedindo que a misericórdia de Deus dê sabedoria aos nossos queridos da saúde (cientistas e demais), a fim de que cheguem aos laboratórios as vacinas.

Na semana passada, liguei para minha tia “Baiana”, em Presidente Prudente, que completou 101 anos. No nosso bate-papo, perguntei: “Tia, você não pegou carona com o coronavírus? Resposta: “Não, filho! Virei criança e as crianças não pegam”. Ela está mais lúcida do que eu, sempre com um sorriso nos lábios.

“Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Js 1.9).

Sabe qual a pessoa de quem mais tenho medo? Do Aristeu de Oliveira, que sou eu. Peço a Deus, todo o dia, misericórdia e reflexão no que formalizo e verbalizo. Com Cristo, estou fulminantemente bem! (Agradeço ao meu amigo, pastor Valdo Romão, amigo de infância, que deu sua contribuição na redação deste texto, meu coautor do livro “Terceiro Setor e Instituições Religiosas”.

Quando terminar o distanciamento social, com medicamentos descobertos por algum laboratório abençoado por Deus, venha nos conhecer. Toda sexta-feira, às 19h, temos a triagem, na IPI da Freguesia do Ó, Rua Dom Meinrado, 465. Acesse o site www.ipifo.org.br e clique em Despertar da Família. Doação e oferta: CNPJ: 51.553.303/0001-72. Banco Itaú – Agência 3171 – Conta Corrente 05263-6.)

Presb. Aristeu de Oliveira
Membro da IPI da Freguesia do Ó, São Paulo, SP
Conselheiro da Fundação Eduardo Carlos Pereira da IPIB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O ESTANDARTE