A MENINA CEGA

Histórias comoventes relacionadas com nossos hinos

Focalizamos nesta edição a comovente história da vida e obra de Fanny Crosbby.

Antes, porém, alguns registros.

Bom é relembrar hinos e os chamados “corinhos”, cantados por conjuntos de 4 a 6 pessoas, a quatro vozes, e, individualmente por inesquecíveis cantores como Luiz de Carvalho, Edgar Martins e Feliciano Amaral.

Também é necessário citar autores nacionais expoentes como Jerônimo Gueiros, Mathathias Gomes dos Santos, Antônio Almeida e Otoniel Mota e João Wilson Faustini.

Ressalte-se, ainda, termos vários hinos sido compostos e cantados com finalidade de evangelização fora dos templos, em campanhas evangelizadoras de outrora. 

Haja vista os do considerado o maior e mais importante evangelista em terras brasileiras, Henry Maxwell Wright (1849-1931).

Wright trouxe à evangelização no Brasil três novidades: a realização de pregações em teatros, o apelo após o sermão e o cântico congregacional durante as mensagens.

Fanny Jane Crosby 

Nesta edição, contempla-se a comovente história de Fanny Jane Crosby e seus hinos.

Com apenas seis semanas de vida, Fanny Crosby ficou cega porque um médico aplicou cataplasma quente dela a fim de tratar de uma inflamação.

Por causa disso, esse médico teve de fugir da cidade, tal a revolta da população.

A deficiência visual acompanhou Fanny o resto da sua vida. Entretanto, ela não se deixou abalar.

Tornou-se autora de muitos hinos sacros. A vida de Fanny Jane Crosby (1820-1915) é tão impressionante quanto a qualidade e a quantidade de seus hinos.

Ao todo, são quase nove mil hinos, que incentivam a mudança de vida de pecadores, encorajam cristãos e inspiram a humanidade até os dias de hoje.

Outra curiosidade na vida de Fanny foi ela ter escrito o primeiro hino aos 44 anos.

A mensagem do evangelho foi plantada no coração da jovem por meio de sua avó. Era ela quem passava horas lendo a Bíblia para a menina, que demonstrava ter uma memória extraordinária: decorou diversos trechos do Livro de Rute e dos Salmos.

Aos 15 anos, Fanny entrou para o Instituto de Cegos de Nova Iorque, para onde voltaria anos depois para ensinar Inglês e História.

Como aluna e professora, Fanny passou 35 anos na mesma escola. Em 1844, escreveu seu primeiro livro de poemas: “A Menina Cega e Outros Poemas”.

Fanny era da Igreja Episcopal Metodista de Nova Iorque. Frequentemente, preparava os cultos infantis da igreja.

Em 1858, casou-se com o professor de música e cantor Alexander Alstyne.

A vida trouxe-lhe a perda de um filho ainda criança.

Morreu em Bridgeport, Connecticut, em 12 de fevereiro de 1915, aos 94 anos.

Um de seus mais belos hinos foi “Serviço do Crente”, que faz parte do hinário Cantai Todos os Povos (CTP, 309), cuja primeira estrofe traz a seguinte letra:

“Vamos nós trabalhar, somos servos de Deus,
Nosso Mestre seguir no caminho dos céus;
Com o seu bom conselho o vigor renovar,
Diligentes fazendo o que Cristo ordenar.”

Rev. Caleb Soares
Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e historiador

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