Revitalização

POR QUE REVITALIZAR?

Essa é uma das perguntas que mais faço para pastores e líderes, e também uma das que mais ouço: Por que revitalizar?

Ciclo de vida das igrejas – Revitalizar significa trazer de volta à saúde!

Igrejas vivem ciclos e experiências. Algumas dessas experiências são os pontos altos; já outras são os pontos baixos.

Charles Swindol afirma que “as organizações tendem a perder a vitalidade em vez de ganhá-la com o passar do tempo. Elas também tendem a dar maior atenção para o que elas ‘eram’ em vez do que elas ‘estão se tornando’.”

Assim, ministérios, que foram uma porta de entrada e dinâmicos na vida de uma igreja, correm o risco, com o passar dos anos, de perderem a vitalidade ou mesmo a capacidade de se comunicar com a comunidade em volta.

Dessa maneira, uma igreja sempre estará em um processo de revitalização, buscando e se esforçando para não perder sua vitalidade e, continuamente, se redescobrindo.

Dados que incomodam

Entre 1969 e 2011, cerca de 1.500 igrejas fecharam as suas portas na Inglaterra.

No Canadá, mais de 370 igrejas fizeram o mesmo e seus templos viraram hotéis, mercearias, concessionárias ou foram abandonados.

Nos Estados Unidos, anualmente, cerca de 4.000 igrejas são fechadas e apenas 1.000 igrejas são plantadas.

No Brasil, cerca de 80 a 90% das igrejas evangélicas não estão crescendo significativamente.

Em 2010, dados estatísticos da IPI do Brasil apontam que, nos anos de 2008 e 2009, cerca de 50% das nossas igrejas não tiveram um único batismo ou profissão de fé.

Por quê?

Em algum ponto, igrejas em declínio realmente precisam ser revitalizadas.

A maioria dessas igrejas experimentaram anos de ministério eficaz, mobilizando seus membros e comunicando com os de fora. Mas, em algum momento, por algum motivo ou combinação de razões, perderam o primeiro amor e o ministério arrefeceu.

O quadro acima de fato nos incomoda e nos responde porque necessitamos revitalizar nossas igrejas.

O evangelista Marcos registra o que Jesus disse: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de Mim e do evangelho, salvá-la-á” (MC 8.35). Quanto mais uma igreja local se esforça para se salvar buscando a auto-preservação, mais perto estará de seu fim. Quanto mais ela focar para fora, mais se salvará dentro e preservará a sua identidade.

É na missão que uma igreja local encontra a salvação!

Dando a volta

Inicialmente, assim como um bom exame clínico é ponto essencial para diagnóstico e recuperação da saúde de uma pessoa, de igual modo uma igreja local estará no caminho da saúde ao fazer um bom diagnóstico da sua realidade atual. Isso requer da liderança a coragem de fazer e responder algumas perguntas com muita sinceridade.

  • 1) Você acha que a igreja precisa de um planejamento neste momento?
  • 2) Quando você olha para o passado da sua igreja, existe alguma coisa de que sente falta? Algo que existia e hoje não acontece mais?
  • 3) Se continuarmos utilizando os métodos e estratégias) que desenvolvemos nos últimos dez anos, como você vê a igreja em 2033?
  • 4) Quais são seus sonhos para os próximos 10 anos da igreja?
  • 5) Qual a nossa missão como igreja? (Para que nós existimos?)
  • 6) Qual a nossa visão como igreja? (O que nós queremos ser?)
  • 7) Quais os nossos valores?
  • 8) O que nós faremos para completar a missão e a visão?
  • 9) Como nós formaremos nossos líderes?
  • 10) Como alcançaremos os não-crentes?
  • 11) Quais são as nossas prioridades?

Após o diagnóstico, a liderança deve sonharcom a igreja um novo sonho. Um sonho saudável. Antes de se lançarem em buscas e práticas desesperadas para salvar a igreja, o caminho é aquietar e juntos sonhar um futuro desejado sob o exercício da oração e do quebrantamento.

Como imitadores de Cristo, precisamos ter uma vida de testemunho, com uma espiritualidade que se encontra nos evangelhos na pessoa de Jesus e nos valores do Reino de Deus.

Tiago Nogueira de Souza
Pastor da IPI de Salto, SP, e secretário de Revitalização de Igrejas da IPI do Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O ESTANDARTE