O MUNDO E O REINO – Maio/2020

A seção O mundo e o Reino propõe-se a fomentar as notícias e as reflexões de igrejas e organismos parceiros da IPI do Brasil, com a finalidade de promover e conscientizar sobre o papel e as ações que a Igreja de Jesus desenvolve pelo mundo afora.

Ceia Online?
Foto de Robert Cheaib / Creative Commons

Em tempos de Covid-19, crescem as perguntas sobre até quando as pessoas deverão se manter isoladas e, consequentemente, o que fazer em relação à sua prática religiosa, igrejas abertas ou fechadas, frequência a cultos e missas, participação nos sacramentos. Padres e pastores tratam do novo momento religioso e procuram fornecer orientação. Fala-se em comunhão virtual, transmissão ao vivo, videoconferência, Zoom, etc.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Igreja Evangélica Luterana resolveu desencorajar a comunhão online e, em seu lugar, sugeriu o jejum como prática a ser seguida durante a pandemia. Ao invés da comunhão, orienta que esse tempo deve favorecer o ensino da Palavra de Deus e a prática de orações. A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA) fez, a princípio, a recomendação de que se deve “evitar realizar o rito da Ceia online”, uma vez que a norma é a comunhão presencial. Entretanto, no final de março, o escritório da Assembleia Geral “fez uma reviravolta” e publicou nova orientação, defendendo “o uso da comunhão virtual em caso de emergência para atendimento pastoral”. A decisão foi, então, de que o Conselho da Igreja pode estabelecer a observação da comunhão online.

Já o bispo Kenneth Carter, da Igreja Metodista Unida (UMC) da Flórida deu permissão para que o clero de sua região oferecesse o sacramento online. Para ele, hoje vivemos “uma situação extrema para atender às necessidades pastorais e missionárias”. Há opiniões diferentes. Alguns não consideram “uma prática apropriada da comunidade”. Outros ministros simplesmente transmitem a partilha do pão de do vinho, enquanto alguns “incentivam que as pessoas que assistem se unam a eles à sua própria maneira”.

Fontes: IHU, 30/3/2020; Religion News Service, 27/3/2020


Rev. Olav Tveit deixa o CMI e assume Igreja

Depois de servir por dez anos o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra, o pastor Olav Fykse Tveit assumiu a função de bispo-primaz na direção da Igreja da Noruega, de tradição luterana.

Em entrevista à Federação das Igrejas Protestantes da Itália (NEV, Edelberto Behs), ele falou de seu trabalho em favor da humanidade atuando “sincronicamente pela paz, pela justiça e pela reconciliação, além de ser uma voz de esperança em um mundo em perigo, pois a religião é usada como força divisória”. Destacou também a importância do movimento inter-religioso, uma vez que o testemunho cristão implica estabelecer relações, cuidar do outro para que a comunidade local, nacional e internacional possa conviver como uma só família com crentes de diversas religiões”. Na despedida, referindo-se à pandemia do Covid-19, falou do tempo que vivemos, com medo do vírus por parte de todos que estão em situações pouco privilegiadas, com menos recursos, menos acesso à água potável, sabão, serviços sanitários e apoio financeiro. Aos colegas deixou palavras de apoio: “sejam valentes!”

O CMI, do qual a IPIB faz parte, congrega 350 igrejas das famílias ortodoxas, protestantes, evangélicas e episcopais, representando mais de 500 milhões de cristãos ao redor mundo. Um novo líder deverá assumir o lugar de secretário geral.

Fonte: IHU, 1/4/2020


Evangélicos e a pandemia do Coronavírus

Solicitados para se pronunciar diante da pandemia do Covid-19 e o medo que se espalhou, infectologistas e cientistas vários logo se manifestaram contra a opinião de políticos importantes e conclamaram a todos para o isolamento social em suas casas como o melhor remédio. Pastores evangélicos neopentecostais, acostumados a lidar com as multidões e no intuito de consolar as pessoas também se manifestaram.

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, teve reproduzida em jornal e nas redes sociais a sua apresentação do vídeo de um médico indicado por ele tratando do tema: “Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus. Porque essa é a tática, ou mais uma tática, de Satanás. Satanás trabalha com o medo, o pavor. Trabalha com a dúvida. E, quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracas, débeis e suscetíveis. Qualquer ventinho que tiver é uma pneumonia para elas”, disse.

Fonte: Mônica Bergamo, Folha, 16/3/2020; Danilo Verpa, 8/3/2020, Folhapress


Rev. Eduardo Galasso Faria
Pastor Jubilado da IPI do Brasil
Professor da Faculdade de Teologia de São Paulo da IPI do Brasil (FATIPI)

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