O MUNDO E O REINO – Junho/2020

A seção O mundo e o Reino propõe-se a fomentar as notícias e as reflexões de igrejas e organismos parceiros da IPI do Brasil, com a finalidade de promover e conscientizar sobre o papel e as ações que a Igreja de Jesus desenvolve pelo mundo afora.

CMI- Saúde e Esperança, Missão e Unidade

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) lançou o livro “Saúde e Esperança, um recurso  diante da Pandemia Covid-19”, disponível gratuitamente online com o objetivo de relembrar a presença de Deus em tempos difíceis.
Para a Dra. Isabel A. Phiri, secretária geral adjunta do CMI,  sua leitura “pode servir de apoio e ajudar a lembrar a presença de Deus e da Igreja através da história”. São artigos que podem nos fortalecer em tempos de luta global contra a pandemia e a ansiedade, além de contribuir para uma nova reflexão. É tempo de juntar esforços no cuidado com o outro, “removendo fronteiras entre grupos religiosos e nações”,  de serviços através de mídia eletrônica, com  igrejas sendo usadas como abrigos para os sem-teto, além da promoção de cuidados para a combater a disseminação do medo que frequentemente acompanha as pandemias e desastres.
As igrejas levantam cada vez mais a questão de “como a missão e o ministério podem colocar as pessoas marginalizadas no centro  e defender suas necessidades e direitos.” A leitura do livro pode ajudar a começar a responder a essas questões, diz a Dra. Phiri.

Fonte: Conselho Mundial de Igrejas


Presbiteriano é ministro da Justiça

Em substituição a Sérgio Moro que se demitiu, tomou posse como ministro da Justiça e Segurança Pública o Rev. André Luiz Mendonça, pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília. Prometido por Bolsonaro,  ele é  o “ministro terrivelmente evangélico” escolhido para atender a uma boa parte de seu eleitorado que, através da Bancada Evangélica, pediu também “um representante no Supremo na tentativa de tornar o perfil da Corte mais conservador.”
Por ocasião de sua posse, o novo ministro dirigiu-se ao presidente Jair Messias Bolsonaro com palavras elogiosas: “Presidente, o senhor tem sido, há 30 anos, um profeta no combate à criminalidade”. Em seguida, prometeu atuar de modo imparcial para atender não só ao presidente, mas também a “todo o povo” de maneira “técnica e imparcial”, além de combater de maneira irrestrita a criminalidade.
O novo ministro é doutor em Estado de Direto e mestre em Anticorrupção. Defendeu a prisão após condenação em 2ª instância. No Supremo Tribunal Federal defendeu que a supressão dos contratos de trabalho por causa da pandemia só valeria com a concordância do respectivo sindicato. O novo ministro integrou como advogado, desde o ano 2000, a Advocacia Geral da União (AGU). É professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fontes: Folha de São Paulo, 28 e 30/4/2020, Reuters 30/4/2020


Receita analisa dívida de igrejas evangélicas

Diante dos pedidos de lideranças evangélicas para que haja uma solução para as dívidas tributárias de algumas igrejas perante a União, o presidente Bolsonaro  pediu à Receita Federal para que seja feito um levantamento das mesmas.
Muitas vezes, igrejas (nem todas) têm um grande número de empregados e deixam de recolher um grande volume de recursos em Imposto de Renda e contribuições previdenciárias.
Tais pedidos ocorrem desde a gestão do secretário especial do Fisco, Marcos Cintra, que deixou o cargo em setembro de 2019. 

Fonte: Folha de São Paulo, 30/4/2020


Reviravolta na política para terras indígenas

Ao que tudo indica, a questão das terras indígenas sofre no Governo Federal uma reviravolta quanto à certificação de áreas rurais com presença indígena, contrariando normas do Incra (Instituto Nacional de Reforma Agrária) e da Constituição Brasileira de 1988. Com isso, estaria ameaçada uma extensa área, do tamanho de Pernambuco,  com 237 territórios, que aguardam demarcação.

Por  Instrução Normativa (09/2020) da Funai atual, que tem como presidente Marcelo Xavier e como secretário do Ministério da Agricultura Antônio Nabhan Garcia, esses territórios poderiam ser “ocupados, loteados e postos à venda” a partir de um cadastro autodeclaratório fornecido pela própria Funai, como um título de propriedade para invasores dessas terras.

Segundo nota da Comissão Pastoral da Terra, a vigorar tal projeto haveria um desrespeito à Constituição, que reconhece aos índios o direito originário sobre as terras que tradicionalmente ocupam.

Fonte: IHU, 29/4/2020



Rev. Eduardo Galasso Faria
Pastor Jubilado da IPI do Brasil
Professor da Faculdade de Teologia de São Paulo da IPI do Brasil (FATIPI)

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