IGUALDADE FEMININA

Em Gênesis 2.18, temos o relato da criação da primeira mulher a partir de uma costela do homem para ser sua auxiliar, semelhante a ele, capaz de atender a principal necessidade do homem: companhia.

Este texto bíblico estabelece claramente a posição da mulher na sociedade: “Tirou-lhe uma das costelas…”. Esta linguagem poética diz que, se a mulher sai do homem e não da terra, é essencialmente igual e não inferior.

A expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne significa que o homem e a mulher têm a mesma natureza humana. A mulher é uma aliada do homem no serviço do espaço sagrado (o Jardim do Éden). Há uma complementaridade na criação da humanidade: Deus os fez homem e mulher.

O pecado trouxe o desequilíbrio à sociedade humana e à sua celula mater: a família. Mas, em Cristo, este equilíbrio pode voltar a existir.

É o que o apóstolo Paulo afirma em Gálatas 3.27-28: A partir do batismo em Cristo, não existe diferença entre os gêneros. Não há uma superioridade de um sobre o outro, mas uma complementaridade, uma relação de cooperação para o bem da sociedade e para a instauração do Reino de Deus.

Este texto de Paulo, porém, ainda precisa ser compreendido pela comunidade cristã, sobretudo pelas mulheres, que acabaram por internalizar e naturalizar um estado de sujeição inferiorizada em diversos sentidos.

Uma leitura atenta a Bíblia mostra que as mulheres estavam presentes em todos os momentos decisivos da formação e preservação o povo de Israel, bem como durante todo o ministério de Jesus e na igreja primitiva, exercendo funções diversas, inclusive de autoridade.

Lídice Meyer Pinto Ribeiro
Membro da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, SP
Pós-Doutora em Antropologia e História
Professora da Universidade de Lisboa, Portugal

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