LANÇANDO AS REDES NAS REDES SOCIAIS

Quando falamos de evangelização, um ponto de referência para nós cristãos sempre foi a passagem narrada no Evangelho de Lucas na qual Jesus nos convida a ir ao mar e lançar as redes. Mais que uma metáfora, lançar as redes é um convite de Jesus, que chamou simples pescadores de peixes para se tornarem pescadores de pessoas, através da pregação do evangelho. Jesus deixou essa ordem aos seus discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todas as nações.

A missão foi dada! A mensagem do evangelho continua sendo a mesma. Mas a forma de transmitir essa mensagem tomou proporções grandiosas. As mídias sociais abriram novos caminhos para a transmissão das Boas Novas.

A comunicação do evangelho sempre foi parte da vida da igreja e está ligada diretamente à sua missão.

Nos tempos antigos, a evangelização era comunicada “boca a boca”. A mensagem podia levar meses ou até anos para alcançar as comunidades. Com o passar do tempo e a transformação dos meios de comunicação, com o surgimento da imprensa, do rádio e da televisão, a comunicação do evangelho também foi beneficiada com essa ampliação de formas de se comunicar. Atualmente, através da Internet, podemos alcançar milhões de pessoas, a milhares de quilômetros em poucos segundos. A mensagem continua atual para nossos dias e, como o próprio nome define, os meios de comunicação são meios, e não nossa finalidade.

Com isso em mente, utilizar as redes sociais não significa que excluímos ou menosprezamos as relações presenciais, mas que compreendemos que as redes sociais complementam e ampliam essa comunicação, e já são uma realidade para a evangelização e o cumprimento de nossa missão.

Quando lemos na Bíblia que, na primeira pregação do apóstolo Pedro, houve a conversão de cerca de três mil pessoas, e tudo sendo comunicado apenas de forma oral, podemos imaginar o alcance que temos hoje com a internet. Ela pode ser uma grande rede para transmitir a mensagem do evangelho, conectando pessoas a Cristo, na medida em que se conectam à mensagem e que a mesma é compartilhada. Não era assim que o evangelho era ensinado pelos primeiros cristãos?

Você já parou para pensar quantas pessoas leem as mensagens, veem as fotos, curtem ou compartilham os conteúdos que você coloca em suas páginas nas redes sociais? Segundo a pesquisa Global Digital Overview 2020, feita pelo site We Are Social em parceria com a ferramenta Hootsuite, mais de 4,5 bilhões de pessoas em todo o mundo já usam a internet, das quais 3,8 bilhões estão nas redes sociais. Isso significa que os internautas já são 60% dos 7,7 bilhões de seres humanos espalhados pelo planeta.

O Brasil também ocupa o terceiro lugar no ranking de populações que passam mais tempo na social mídia, com uma média diária de 3 horas e 31 minutos, atrás apenas de Filipinas (3h53) e Colômbia (3h45). As cinco maiores redes utilizadas no Brasil são Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter e WhatsApp.

Essas informações nos ajudam a entender o perfil das pessoas que usam a internet e isso pode nos ajudar a encontrar a melhor forma de utilizar as redes sociais intencionalmente para a evangelização, fazendo algo direcionado, de tal forma que as pessoas entendamo valor daquela mensagem e prestem atenção ao seu conteúdo.

Nossa ação evangelística deve, então, primeiramente voltar-se para nossas redes, nossos contatos, nossos grupos de relacionamentos, com vistas a alcançar as pessoas com as quais nos relacionamos todos os dias, a quem se destina a nossa mensagem, reconhecendo que as redes sociais são um privilégio de acessar vidas.

Jesus nos confiou essa missão e devemos nos comprometer com ela, como fez o apóstolo Paulo: “Ai de mim se não pregar o evangelho” (1Co 9.16). Esse desejo deve queimar em nosso coração e as redes sociais podem ser ferramentas eficazes de evangelização, capazes de gerar conversão e de alcançar os corações que procuram sentido para si na internet. Nós podemos oferecer a experiência com Deus e com a salvação em Jesus Cristo!

Rev. Jaqueline Paes
Pastora da IPI Ebenézer, em Limeira, SP
Ministra da Missão da IPIB

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