NATAL DO CRISTO SEM CONHECER A LIDERANÇA DO MENINO NASCIDO EM BELÉM

Um Cristo sem vida, sem realidade, com sentimento apenas de festa. Todos praticam a glutonaria e bebedeiras. No dia seguinte, são as ressacas, enxaquecas, dores de cabeça, desânimo.

Natal sem que o menino nascido em Belém tenha nascido nos corações. As pessoas não tiveram o segundo nascimento. Mesmo sem conhece-lo, o Natal é comemorado.

O Natal de quem conhece a liderança do transformador nascido em Belém

Quando criança e pré-adolescente, morava no interior de São Paulo. A casa de meu pai era congregação da IPI de Pirapozinho. Na véspera de Natal, o preparo para o almoço diversificado e mais gostoso do ano, pequenas lembranças (presentes), as peças de Natal, ensaios durante meses seguidos. Aquilo tudo ardia o meu coração de criança e jovem.

Minhas irmãs, sob a direção de minha mãe, montavam uma árvore de Natal para comemoração do líder Jesus Cristo que transforma vidas.

Hoje, entendo o cerimonial da véspera e da chegada da liderança transformadora de Jesus. A vinda de Jesus revolucionou o nosso mundo.Nada foi tão impactante quanto a sua encarnação, sua morte, sua ressurreição e sua ascensão.

No que diz respeito ao seu nascimento, temos de destacar:

  • a) Foi concebido pelo Espírito Santo em uma virgem e, portanto, não teve pai humano;
  • b) Seu nascimento foi anunciado mais de 500 anos antes pelo profeta Miqueias;
  • c) Sua grandeza foi profetizada 700 anos pelo profeta Isaías: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz”.
  • d) Seu advento foi na plenitude dos tempos, quando o império romano havia construído estradas numa preparação para os pés dos futuros evangelistas; a língua grega havia sido adotada quase universalmente para a comunicação facilitando a proclamação do evangelho;
  • e) Uma multidão da milícia celestial foi enviada do céu, cantando: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem”;
  • f) Um anjo realizou a obra de evangelização para alguns pastores que guardavam os seus rebanhos durante a noite: “E um anjo do Senhor desceu onde os pastores estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grandetemor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago novas de grande alegria, o que será para todo o povo: é que vos nasceu na cidade Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”;
  • g) Estes pastores israelitas foram os primeiros a se inclinar, a adorar a Deus e a divulgar a boa notícia. Coube aos judeus a honra de serem os primeiros adoradores;
  • h) Houve uma revolução nos astros, pois astrólogos no Oriente viram que uma estrela resplandecia; eles a seguiram e vieram trazer presentes ao Rei: “Prostrando-se, adoraram o menino Jesus e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra”. Eles foram os primeiros não-judeus (gentios) a adorar aquele que veio para ser Rei não somente dos judeus, mas de toda a terra;
  • i) Ao perceber que nascia a criança que iria revolucionar o mundo, Satanás acendeu a ira dos poderosos para destruí-la: “Enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo. Houve um massacre de crianças”;
  • j) Deus falou muito por meio de sonhos para permitir que as pessoas cooperassem no nascimento do mais poderoso e do mais adorado no Universo;
  • k) A criança foi recepcionada por um profeta (Simeão) e uma profetisa (Ana) como o mais poderoso dos profetas.
  • l) Seu nascimento foi tão marcante que chegou a história da humanidade em dois tempos: antes de Cristo e depois de Cristo.
A alegria do Natal em plena Covid-19

Ainda que o mundo cultive o Papai Noel, o comércio e o consumismo sejam exagerados, e haja outras coisas que pouco têm a ver com o verdadeiro sentido do Natal, nada deve impedir que se comemore a maior festa cristã.

Muitas luzes, enfeites, alegria e adoração, voltados para nosso Senhor Jesus Cristo, tudo isso é ainda muito pouco.

O Senhor se alegra pelo fato de nos unirmos em família, sentarmo-nos à mesa para cear e festejar o aniversariante.

Mesmo com o distanciamento social, o líder Jesus Cristo bate muito forte no nosso coração. Vamos tão somente louvar e glorificar a Deus.

Ainda que participemos da festa do Natal com pessoas que não conhecem Jesus na sua plenitude, nosso Deus e Pai não é contra aqueles exaltam o maior personagem que pisou neste planeta.

Todo joelho se dobrará diante de Jesus e toda língua confessará (de cristãos e não cristãos) que Jesus é o Senhor.

Deus gosta de festas para o seu louvor: “Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó Senhor, na luz da tua presença” (Sl 89.15).

A liderança transformadora de Jesus nasceu numa estrebaria, numa cocheira. Isto simboliza o coração do ser humano pecador. É ali, neste coração tosco, impuro, que Jesus quer nascer. Não importa se, aos olhos humanos, seja um lugar asqueroso, nojento, nauseante e malcheiroso.

A liderança transformadora de Jesus quer é um lugar para nascer entre as pessoas para purificar e fazer tudo novo. Nós podemos ajudar outras pessoas a se encontrarem com Jesus, se Ele já nasceu no nosso coração e se já houve um Natal de fato em nossa vida.

A troca de presentes pode ter um sentido comercial, mas no nosso coração pode focalizar e exaltar o maior acontecimento da história. Assim, presentear terá o sentido de exaltar ao único líder digno de toda a glória.

Acima de tudo, devemos atentar para a festa de Natal dos pastores de Belém. Eles deixaram tudo o que estavam fazendo. Largando o rebanho, foram apressadamente a Belém, reconheceram que tinham necessidade de salvação, curvaram-se diante do maior líder do mundo, adoraram, glorificaram e divulgaram a boa notícia. Eles foram os primeiros beneficiados pelo verdadeiro Natal, a saber, a liderança transformadora de Jesus Cristo.

Esse líder transformador é a esperança para a humanidade arruinada, a esperança de perdão, a esperança de paz e a esperança de vida eterna, “com ou sem” a Covid-19.

Presb. Aristeu de Oliveira
Membro da IPI da Freguesia do Ó, São Paulo, SP

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